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As Intermitências da Morte

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31.3.06


Mudei
Mudei o foco do blog. Um blog de textos inteiro era mais um desserviço do que qualquer coisa. Agora eu postarei meias histórias, pedaços de mundo. Vez ou outra um conto de cabo a rabo. Mas não esperem por isso. Quem quiser histórias completas, tem sempre o Aquele, que por sinal vai ao ar amanhã. O primeiro texto da nova leva está aí embaixo. Quem quiser dar palpites, fique à vontade (embora ninguém entre mais aqui).

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Vitor Leal Pinheiro é o condutor. Cadê sua passagem? ()

Alva
Entre nascer e morrer passou-se um instante. A pequena promessa que ali estivera, dia após dia - um botão! - se concretizava em explosão de beleza. Quem imaginaria que tanta luz pudesse sair daquele ínfimo embrião de coisa. E na efemeridade, que era o catalisador da sua beleza, jazia também a semente do fim. Navalha, cordão umbilical, e agora ali, entre tantas iguais: um berçario de cores. Estufa de bebês matizados: rosa, vermelho, amarelo - amarelo! - mas a alvura pálida marcava sua presença: única: rainha entre princesas.

Semi-aberta, como temendo olhar o mundo de frente, esperava seu momento em meio a tantas outras esperas. Veio o dedo que apontou, numa sentença irrevogável o fim, essa. A alva rosa a enrubescer as faces petalares.

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Vitor Leal Pinheiro é o condutor. Cadê sua passagem? ()


15.3.06


O exército é mesmo genial.
Pra quê entrar na favela se vc pode pedir por favor?

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Vitor Leal Pinheiro é o condutor. Cadê sua passagem? ()